A nova Lei Geral do Esporte: igualdade de gênero e combate ao racismo, xenofobia e demais discriminações

Após seis anos à espera de aprovação, o projeto da Lei Geral do Esporte (PL n° 1.825, de 2022, substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado nº 68, de 2017) finalmente foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte em 11 de abril de 2023 e, agora, passará por votação junto ao Plenário.

Esse projeto visa unificar e ampliar as leis do esporte brasileiro, com a revogação de diversas legislações anteriores, como a Lei Pelé (Lei 9.615/98), o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03), a Lei de Incentivo ao Esporte (Lei 11.438/06), a Lei do Bolsa-Atleta (Lei 10.891/04), criando, assim, um único diploma normativo.

Os objetivos principais da Lei Geral do Esporte (LGE) são incentivar a prática esportiva e promover o desenvolvimento do esporte no Brasil, estimulando a criação de políticas públicas e de programas de incentivo ao esporte. Ela também busca garantir a integridade física e moral dos praticantes, bem como proteger os direitos dos atletas e demais profissionais envolvidos no esporte.

Um ponto de relevante interesse social que chama atenção é que a LGE implementa diversos mecanismos de combate ao racismo, xenofobia e demais discriminações no esporte, com a criação da Autoridade Nacional para Prevenção e Combate à Violência e à Discriminação no Esporte (Anesporte), ligada a Secretária Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

De acordo com o Senado Federal, a “Anesporte poderá elaborar um plano eficaz de combate à violência e a discriminação, monitorar a execução desse plano e, quando for preciso, aplicar sanções”, com o objetivo de eliminar ou, ao menos, reduzir a violência e discriminações ocorridas no esporte, principalmente nos estádios de futebol, o que – infelizmente – tem sido uma prática recorrente.

Além disso, o projeto visa também coibir a gestão temerária de recursos públicos, que serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União quando as organizações esportivas receberem recursos oriundos da exploração de loterias.

Para serem beneficiadas de repasses provenientes da Secretaria Especial do Esporte, as organizações esportivas deverão estar quites com suas obrigações fiscais e trabalhistas, além de ostentarem uma gestão transparente sob viés econômico e financeiro.

Somada à fiscalização mais incisiva dos valores arrecadados junto às loterias, a LGE estabelece que se tornarão inelegíveis os dirigentes que estiverem inadimplentes na prestação de contas junto à organização esportiva, pelo período de dez anos, seja por decisão judicial ou da própria organização.

Os dirigentes também responderão de forma solidária e ilimitada por atos ilícitos e em hipóteses de gestão irregular, havendo, inclusive, penalidades aos dirigentes que venham receber pagamentos, doações ou qualquer outra forma de recursos de terceiros, estendendo a vedação às empresas das quais o cônjuge ou parente até o terceiro grau sejam sócios ou administradores.

Importante mencionar que destacamos apenas algumas propostas do projeto de Lei Geral do Esporte, que certamente são necessárias, dado a repercussão e o impacto social e econômico que gerarão na comunidade esportiva, e que – até o momento – se trata apenas de um projeto de lei que, caso seja aprovado pelo Plenário, ainda será encaminhado para sanção do presidente da República, que poderá vetá-lo, no todo ou em partes, para somente depois entrar em vigor.

De todo modo, é de grande importância essa perspectiva de modernização e organização da legislação esportiva brasileira, que há muito tempo se encontra defasada e precária, cujas leis atuais já não comportam toda evolução e avanço no cenário esportivo, especialmente a questão da igualdade de gênero, um ponto de suma importância no projeto da LGE, em que se propõe equidade na premiação, exigindo que as premiações sejam iguais para atletas homens e mulheres nas competições, existindo, também, a previsão de equidade salarial, além da exigência de mulheres em cargos de direção nos clubes brasileiros.

Assim, o projeto da LGE reconhece a equidade nos salários, premiações e cargos, bem como em relação às condições de trabalho nas entidades desportivas, ficando proibida quaisquer discriminações nesse sentido, o que será mais uma expressiva evolução na busca constante do necessário protagonismo das mulheres em nossa sociedade.

Wellington dos Santos Oliveira

  • OAB-PR 89.302
  • Graduado em Direito UniBrasil
  • Pós-graduando em Direito Civil e Processo Civil pela Universidade Positivo
  • Especialista em Direito Eleitoral
  • Membro da Comissão de Direito Empresarial da OAB-PR
  • Membro da Comissão de Sucessões e Holding da OAB-PR

Patrícia Cristina Moreira

  • OAB-PR 112.303
  • Graduada em Direito PUC-PR
  • Mestranda em Direitos Fundamentais e Democracia pela UniBrasil
  • Conselheira da Sou Segura
  • Membro da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB-PR
  • Membro da Comissão de Gestão e Empreendedorismo da OAB-PR

Patrick Pires de Lima Sikora

  • OAB-PR 113.722
  • Graduado em Direito FAE
  • Pós-graduando em Direito Tributário Empresarial na FAE
  • Membro da Comissão de Direito Imobiliário e da Construção da OAB-PR
  • Membro da Comissão de Direito do Trabalho da OAB-PR

Matheus Luiz de Oliveira Baby

  • OAB-PR 110.116
  • Graduado em Direito UniCuritiba
  • Pós-graduado em Direito Empresarial FGV
  • LL.M em Direito Empresarial pela FGV
  • Membro das Comissões de Direito Empresarial, Estudos sobre Compliance e Anticorrupção Empresarial e de Direito Securitário OAB-PR ( 2022-2024)
  • Membro da Comissão de Compliance e Governança Jurídica da OAB-PR
  • Membro da Comissão Inteligência Artificial da OAB-PR
  • Certificação Profissional em Proteção de Dados – CPPD – LEC/FGV

Eduardo Tourinho Gomes

  • OAB-PR 75.755
  • Graduado em Direito UP
  • Pós-graduado em Direito dos Seguros UP
  • Doutor e Mestre em Direitos Fundamentais e Democracia UniBrasil
  • Autor do livro O Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas sob a ótica da participação democrática e garantias dos direitos individuais Editora Dialética
  • Membro AIDA Brasil
  • Diretor Jurídico FPFA
  • Presidente da Comissão Estadual de Proteção e Direito dos Animais da OAB-PR
  • Secretário Adjunto da Comissão de Direito Securitário da OAB-PR
  • Membro do Instituto dos Advogados do Paraná (IAP)

Igor Filus Ludkevitch

  • OAB-RJ 80.843, OAB-PR 25.612, OAB-SC 25.002 e OAB-RS 135.460
  • Graduado em Direito UCAM
  • Pós-graduado EMAP
  • Especialista em Direito Empresarial PUC-PR
  • Especialista em Direito do Seguro UFPR
  • Coautor do livro Direito do Consumo – 2 Juruá Editora
  • Membro AIDA Brasil
  • Membro das Comissões de Direito Cooperativo da OAB-PR e OAB-SC
  • Membro da Comissão de Direito Securitário da OAB-PR
  • Auditor do Tribunal Pleno de Justiça Desportiva FPFA
  • Membro do “IV Comitê Juntos Por Elas” da Sou Segura

Startups

Oferecemos soluções jurídicas mediante assessoria customizada e adaptada ao enfoque inovador de negócios envolvendo startups, dos mais diversos portes e segmentos, considerados todos os envolvidos (fundadores, investidores-anjo, fundos de venture capital e corporate ventures), as demandas e necessidades específicas decorrentes dos novos negócios de tecnologia e inovação.

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Direito Veterinário & Animais

Veterinários e clínicas operam em um setor que cresce rápido e regula pouco — até que algo dá errado. Defendemos profissionais e estabelecimentos em processos de responsabilidade civil, procedimentos administrativos no CRMV, disputas contratuais e questões trabalhistas do setor pet.

 

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Tributário

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Trabalho & Relações do Trabalho

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Além do contencioso, atuamos de forma preventiva: revisamos contratos, políticas internas e práticas de gestão de pessoas para reduzir a exposição a passivos trabalhistas antes que eles se tornem processos.

Negócios & Inovação

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Atuamos também na defesa de fornecedores e empresas em demandas consumeristas, na proteção de ativos intangíveis (marcas, patentes, direitos autorais e contratos de licenciamento), no Direito Digital e na adequação à LGPD, com mapeamento de dados, políticas de privacidade e gestão de incidentes.

Patrimônio, Imóveis & Sucessões

Negócios imobiliários envolvem valores altos e riscos que nem sempre são visíveis na hora da decisão. Assessoramos clientes em compras, vendas, locações e incorporações, revisando contratos, identificando passivos ocultos e conduzindo negociações e disputas antes que virem litígios. Atuamos também em regularização de imóveis e processos de usucapião.

Além dos imóveis, atuamos na estruturação e proteção do patrimônio familiar — holdings, acordos entre herdeiros e planejamento sucessório —, ajudando a organizar a transmissão de bens com segurança e sem conflitos desnecessários.

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Atuação destacada através de um time de especialistas em todos os ramos de Seguros e Resseguros, incluindo planos de saúde, Previdência Privada, Capitalização, Odontologia e ressarcimentos.

Experiência e expertise em todos os tipos de litígios, em qualquer instância, administrativa e judicial, inclusive Tribunais Superiores, em Brasília; questões regulatórias, relativas à regulação de sinistros e envolvendo corretagem, nas mais diversas áreas abrangidas pelos seguros e resseguros, inclusive recuperação de créditos e ressarcimentos.

Esporte & Direito Desportivo

O direito desportivo tem regras próprias — contratos de atletas, direitos de imagem, transferências, patrocínio e disputas nos tribunais desportivos exigem um conhecimento que vai além do direito comum.

Assessoramos atletas, clubes, ligas, federações, patrocinadores e empresas que atuam ou querem investir no setor esportivo, tanto no contencioso judicial e desportivo quanto na estruturação de contratos e negócios do esporte.

Reestruturação, Crédito & Insolvência

Empresas em dificuldade financeira precisam de orientação rápida e estratégica — cada decisão tomada sob pressão pode agravar a situação ou abrir caminho para a recuperação. Assessoramos credores e devedores em processos de recuperação judicial e extrajudicial, reestruturação de passivos e situações de insolvência, além de atuar no contencioso bancário em disputas envolvendo financiamentos, contratos de crédito e operações estruturadas.

Atuamos também no acompanhamento regulatório de fintechs, meios de pagamento, open banking, e-banking e operações com criptoativos e blockchain — um setor em expansão que exige atenção constante às mudanças do Banco Central e da CVM.

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